quarta-feira, junho 16, 2021
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Petróleo e renda, valor do produto verso a energia limpa

Após muitos anos de promessas, começa a tomar forma a transição para uma economia que dispare menos dióxido de carbono na atmosfera. E isso causou um alvoroço no setor do petróleo e renda. Confira!

Petróleo e renda
Fonte: Google

A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou um relatório em março, afirmando que o petróleo e renda dos brasileiros podem não voltar ao normal no pós-Covid. O choque de abril do ano passado, pode ser considerado o pior em relação as incertezas da pandemia, os barris de petróleo chegaram a ser negociados por valores negativos. Isso pode ser recordado, no futuro, como o marco da virada para um futuro sustentável.

A AIE declarou que o estoque “surpreendente” acumulado no ano passado está secando gradativamente e deve voltar ao normal ao longo de 2021, porém a demanda pode retornar aos níveis de 2019 apenas daqui a cinco anos. Vamos nos atentar a palavra “pode”. Depois de anos de promessas, começa a tomar forma a transição para uma economia que dispare menos dióxido de carbono na atmosfera. É uma mudança muito esperada e que pode gerar diversos benefícios ao planeta.

A crise causada pela pandemia da Covid-19 provocou um caimento histórico, porém não duradouro na demanda do petróleo. Mas a grande dúvida é como será o aumento dessa demanda. O petróleo e renda da população está diretamente ligada, e recentemente o mundo inteiro experimentou o trabalho remoto, e foi um sucesso, com isso as viagens de negócios diminuíram, as ruas ficaram mais vazias e com menos trânsito, e consequentemente, com menos poluição.

Após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agir com puro negacionismo climático durante quatro anos, o atual presidente dos EUA, Joe Biden, divulgou um plano multitrilionário para modificar a economia americana, equiparando o país com a revolução europeia, caminhando para um futuro mercado sustentável.

Não se preocupe, vamos explicar ponto a ponto este assunto!

Dois tempos: petróleo e renda

Em um mundo onde a queima de combustíveis fósseis se tornará lembranças do passado, as empresas de petróleo e, crucialmente, seus acionistas se veem frente uma encruzilhada e se perguntam: o negócio ainda vale a pena? A curto prazo, a resposta tende a ser positiva. A inclinação econômica no cenário pós-pandemia deve ser muito mais ágil que outros do passado.

O crescimento da economia da maior compradora de commodities do mundo, a China, é um dos motivos do repique econômico. Os chineses já utilizam 10% mais petróleo do que em 2019, o que pode elevar o preço do barril: de US$65 para US$80 ao longo deste ano. Com a vacinação evoluída e o gradual relaxamento das medidas restritivas, a recuperação dos EUA não fica muito atrás.

As ações da maior petrolífera americana, Exxon Mobil, aumentaram 20% desde o começo do ano. As ações da petrolífera Sunoco subiram 25%. E a ação da Schlumberger, fornecedora de equipamentos e serviços de exploração, aumentou quase 50%. De acordo com análises, 91% das empresas de energia apresentaram resultados acima do previsto no 1º trimestre. Deixando os analistas otimistas para o futuro.

No ano de 2019, uma petrolífera britânica divulgou que, 84% da energia consumida no planeta é de responsabilidade dos combustíveis fósseis. Com o olhar um pouco mais a frente, a história é um pouco diferente apesar dos ganhos instantâneos, os investidores ainda têm dúvidas sobre as perspectivas dos grandes nomes do petróleo.

Energia limpa e o mercado sustentável

A modificação para uma economia de baixo carbono já está em andamento, mais de 170 países já assumiram metas para alcançar a energia limpa e sustentável. Destes 170, ao menos 30 países já estão comprometidos em se tornarem neutros no carbono até o ano de 2050. O condutor de toda essa transformação é o Acordo de Paris, um compromisso internacional com o intuito de evitar a elevação da temperatura global.

Segundo o relatório do mês de março da Agência Internacional para as Energias Renováveis, os próximos nove anos são indispensáveis para alcançar a escala e velocidade necessária para que a emissão de gases de efeito estufa sejam reduzidos em 45%, o mais indicado para parar o aumento das temperaturas. Porém, entre 2014 e 2019 as emissões aumentaram 1,3% e só diminuíram 7% em 2020 por conta da pandemia da Covid-19.

O Brasil está entre os países com condições para passar por essa jornada de descarbonização da economia. O país possui mais de 80% de atuação de energias renováveis na matriz elétrica e extenso uso de biocombustíveis, como o etanol nos veículos e transportes – os carros flex simbolizam 70% dos veículos leves.

O que esperar para o futuro no setor do petróleo e renda?

Petróleo e renda
Fonte: Google

É muito bom saber que, a cada dia que passa as nações estão conscientes do dever de buscar a emissão zero de carbono para combater as mudanças climáticas. Os mais ambiciosos acreditam que a data para isso 2030, já os mais realistas 2050. As duas ondas que tornam esse processo mais visível são: o crescimento exponente das energias eólica e solar e a substituição dos combustíveis pela eletricidade nos veículos.

Os investidores do mercado sustentável estão cada vez mais focados nas empresas verdes. A Tesla, por exemplo, tem o valor de mercado cinco vezes maior que a Ford e GM, somadas. Atualmente, no Brasil, as empresas geradoras que decidiram investir em energias renováveis estão liderando a valorização na bolsa entre as elétricas, mesmo não pagando altos dividendos.

Em qualquer panorama futuro para o setor elétrico, o armazenamento de energia e as energias renováveis estarão presentes. O modelo original que foi inaugurado pela corrente alternada ainda passará por grandes mudanças. E, especialmente no Brasil, a velocidades dessas transformações é uma aposta. É certo dizer que nada poderá parar a força de uma inovação, quando for o tempo de acontecer.

Conclusão

As empresas do setor petrolífero que desejam se transformar em provedoras de energia limpa têm como concorrentes, as companhias que já nasceram com esse propósito, de levar o mercado sustentável para o mundo. Ser um provedor de energia limpa é uma missão incrível: a energia limpa é inesgotável e diminui o gás carbônico.

Desde a nova tecnologia de pás usadas em turbinas eólicas aos avanços significativos na química das baterias, atravessando as metas violentas das montadoras na produção de veículos elétricos, está claro que o vento, e o mercado, começam a soprar em direção da transformação para as energias sustentáveis.

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